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13 de agosto de 2019 Ultima atualização: 13 de agosto de 2019

Investimento em bolsa de valores chegará para um número maior de Amigos do Ueslei

Reduzimos o valor mínimo para incluir renda variável nas carteiras 3, 4 e 5.

13 de agosto de 2019

“Saber lidar com o desconhecido é muito mais importante do que qualquer outra coisa que você saiba. Diversificar bem é o fator mais importante para você investir bem”

Ray Dalio, gestor do Bridgewater Associates, maior hedge fund do mundo

Diversificar é preciso! Este sempre foi um dos principais pilares da filosofia de investimento da Vérios, porque diversificar em diferentes classes de ativos é a forma mais segura, barata e controlada de você possuir um portfólio estável. 

Como diz a teoria moderna de portfólios, quanto mais ativos descorrelacionados você possui (que se comportam de forma distinta ao longo do tempo), maior será o retorno esperado da sua carteira, correndo um risco menor.

A diversificação das carteiras inteligentes

As Carteiras Inteligentes foram pensadas e as alocações são calculadas para equilibrar, da melhor maneira possível, as 5 classes de ativos com as quais decidimos trabalhar. Dentro de cada classe, elegemos um ativo, um produto de investimento para representar a classe. 

A escolha leva em conta diversos fatores, como a aderência desse produto ao comportamento do mercado que ele representa, a liquidez, os custos envolvidos, a tributação, o risco de crédito, etc. 

Assim, foram eleitos os ativos que usamos hoje:

  • Renda fixa pós-fixada = Tesouro Selic
  • Renda fixa Prefixada = Tesouro Prefixado
  • Renda fixa de Juros Reais = Tesouro IPCA
  • Bolsa Brasileira = ETF IT Now PIBB IBRX-50
  • Bolsa Americana = ETF iShares IVVB S&P500

Na época em que as Carteiras Inteligentes foram desenvolvidas, o valor do investimento mínimo era de R$ 50 mil, o que permitia facilmente essa diversificação. 

Como surgiram as carteiras com 3 classes de ativos?

Em setembro de 2016, reduzimos o valor do investimento mínimo, de R$ 50 mil para R$ 12 mil. Porém, existiam limitações que nos impediam de colocar renda variável em todas as carteiras e, assim, definimos que as carteiras de menor valor seriam diversificadas em apenas 3 classes de ativos, três tipos de renda fixa.

Você já começa a investir bem, vai fazendo novos aportes e, na hora certa, nosso robô Ueslei inclui a parcela de bolsas brasileira e norte-americana, na medida certa para o seu perfil.

Na época, eram três os principais obstáculos que nos levaram a essa decisão. 

Primeiro, a taxa de corretagem e demais custos de transação envolvidos na compra e venda de ETF, que pesam muito sobre a rentabilidade quando a carteira do cliente ainda não tem um valor patrimonial alto.

Segundo, a B3 (que, na época, ainda chamava-se Bovespa) cobra uma taxa de manutenção de conta de custódia por cada cliente. Essa taxa é salgada para uma conta de menor valor e, na época, era repassada pela corretora aos clientes. Hoje, a maioria das corretoras absorve essa taxa, mas não se iluda: a taxa ainda existe, é salgada e pesa nas decisões de quais produtos a corretora vai lhe ofertar.

Terceiro, e mais grave, os lotes mínimos. Para garantir a liquidez desses ETFs, operamos apenas em lotes de 10, que contam com a garantia de liquidez do formador de mercado. Com isso, o lote mínimo de PIBB hoje custa cerca de R$ 1.750,00 e o de IVVB custa cerca de R$ 1.250,00. 

Ou seja, para comprar apenas um lote de cada, é necessário investir R$ 3 mil apenas em renda variável. Esses lotes acabam sendo muito grandes para as carteiras com menor volume financeiro.

Os três principais entraves para ETFs nas carteiras menores: custos de compra e venda, taxa de manutenção de conta e lotes mínimos

Mesmo assim, com a queda dos custos de custódia e corretagem ocorridos nos últimos meses, estávamos inquietos para fazer uma redução no valor mínimo exigido da carteira para começar a contar com esses ativos. Principalmente porque vemos que as carteiras diversificadas em 5 classes possuem uma performance melhor para o cliente, em termos de risco corrido versus retorno obtido.

Além disso, rodamos uma pesquisa grande com os clientes, para entender quais os principais desejos dos Amigos do Ueslei em relação às carteiras e, adivinhe: a acessibilidade dos ETFs foi um tema muito recorrente.

Novas regras: reduzimos o valor mínimo para renda variável

Agosto de 2019 entra para a história da Vérios, como o mês em que reduzimos o valor mínimo necessário para investimento em bolsa de valores, que é feito via ETFs. 

A redução do valor mínimo para ETFs vai atingir apenas as carteiras com perfil 3, 4 e 5, e passa a valer a partir de hoje. Veja como vai funcionar:

Para os clientes com perfil de risco 1 e 2, que são mais conservadores, o patamar original é mantido e a regra fica mais clara: os ETFs passam a fazer parte da carteira apenas quando ela atinge R$ 50 mil

Para os clientes com perfil de risco 3, 4 e 5, que possuem mais tolerância a volatilidade, o patamar foi reduzido e os ETFs passam a fazer parte da carteira quando ela atinge R$ 25 mil

Qual é a vantagem de ter ETFs nas carteiras?

As Carteiras Inteligentes com diversificação em 5 classes de ativos tendem a ter um comportamento mais estável no longo prazo que as carteiras de apenas 3 classes de  ativos, e passam pelas crises do mercado com mais tranquilidade. 

O principal responsável por essa estabilidade é a parcela de bolsa americana, que atua como uma proteção da carteira contra as incertezas do Brasil (falamos mais sobre isso no artigo “Como a Vérios protege seu patrimônio durante crises financeiras“)

Mais importante do que falar, vamos mostrar nos gráficos abaixo três dimensões em que essa otimização fica evidente.

Retorno

Retorno significa rentabilidade. Dispensa maiores explicações. As duas carteiras com o mesmo nível de risco apresentaram resultados levemente diferentes devido à maior diversificação.

Risco

Volatilidade é o grau de imprevisibilidade do retorno. É o “sobe-e-desce” da carteira. A carteira com ETFs (linha vermelha) tem um pouco mais de volatilidade, mas segura melhor nos períodos de crise brasileira, como aconteceu no começo desse gráfico. A delação premiada que ficou conhecida como “Joesley Day” aumentou a volatilidade na renda fixa, e foi a renda variável que segurou as carteiras. 

Consistência

Consistência também está ligado à estabilidade. Significa entregar resultados acima do CDI consistentemente, independente do cenário. Aqui, observando uma janela móvel de 6 meses, vemos a greve dos caminhoneiros prejudicando a renda fixa (linha verde) no 1º semestre de 2018, mas as carteiras com diversificação em 5 classes mantiveram o bom desempenho (linha vermelha). 

Rebalanceamento

Os novos clientes já estão recebendo carteiras montadas pela regra nova, desde o aporte inicial.

Para quem já é Amigo ou Amiga do Ueslei há mais tempo, não é necessário fazer nada. As carteiras serão rebalanceadas gradualmente. Ao invés de simplesmente “soltar o robô” para fazer isso sozinho, estamos acompanhando esse processo e supervisionando as decisões do Ueslei durante esse período de ajuste. 

Aqueles que possuem menos de R$ 25 mil já serão alocados pela nova regra automaticamente quando realizarem novos aportes e passarem de R$ 25 mil.

Dúvidas? Críticas? Sugestões? Conta pra gente nos comentários abaixo, ou no falacomigo@verios.com.br.

 

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13 de agosto de 2019
Ultima atualização: 13 de agosto de 2019

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Autores

Pedro é gestor de recursos credenciado pela CVM e responsável pela engenharia financeira das carteiras inteligentes na Vérios. Trabalha há anos no mercado financeiro, tendo atuado por alguns anos em uma das maiores gestoras de recursos do Brasil. É também editor no Terraço Econômico, maior portal independe de economia do país, formado em Economia pela Unicamp e com passagem na Universidade do Porto, em Portugal.

CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

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